sexta-feira, 8 de junho de 2007

USP


2 comentários:

Zurdo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zurdo disse...

**com a correção do texto***
Quando os reacionários, saem em marcha para fazer o contra ponto, isto é bom: é luta de classes.

, por Runildo Pinto

Na USP resurge o movimento estudantil. Fecha-se um ciclo, abre-se um outro: o da resistência. O movimento estudantil, adormecido em diretórios acadêmicos que transformados, ao longo dos anos noventa em salas de jogos, hoje, resgatam o senso-crítico e uma outra cultura - a um ser técnico. Um tecnocrata reprodutor do ideal do mercado embrutece e transfere sentimentos e emoções, sensibilidades humanas, às mercadorais. A tomada de consciência, faz com que o estudante assuma seu papel de sujeito na universidade em sua abrangência esclarecedora, na perspectiva de uma universidade, na qual os seres estudiosos e providos pela dinâmica do pensamento, da ciência e do senso crítico, voltam-se para a humanização da sociedade. Os interesses coletivos são enfatizados e não a iniciativa privada, a qual banaliza o cientista reduzindo-o a uma ferramenta de geração de lucros, destituindo-o de vitalidade humana, de cultura, de sensibilidade e de alteridade.
Os rumos de uma escola passam pela gestão coletiva, de interesses solidários e da população, que deve colher seus frutos, caso contrário os produtos serão dos que tenham poder aquisitivo, restringindo a uma patente proprietária, sem abrangência social e submissa ao poder do dinheiro.
O Governador Serra aprendeu como ninguém a utilizar a fachada da democracia para contemplar as política neoliberais e desestruturantes da sociedade e do estado em favor ddas oligarquias e dos monopólios das corporações empresariais. Na qual saúde, amor, sexo, educação e moradia são dispostas como mercadorias. Esta é a ditadura burguesa, onde o estado mínimo e os meios de comunicações criam as condições objetivas para vender ilusões de shopping centers a uma sociedade gangrenada pela esperteza implicitamente ativa no âmago de todas as classes sociais. Não admirem-se da violência, do egoísmo exacerbados pelos neoliberais, utilizando a revolução tecnológica para dividir a mão-de-obra da classe trabalhadora, aumentando, assim, os seus lucros. A evolução da tecnologia deve beneficiar a toda uma sociedade e não apenas uma classe minoritária da sociedade. Mas esta é uma outra história a ser construida sob bases emancipatórias que os estudantes terão que elaborar junto com os trabalhadores do campo e da cidade.
Todo apoio aos estudantes e funcionários da USP e boa luta!