quarta-feira, 11 de abril de 2007

terça-feira, 10 de abril de 2007

Haitiando

Ontem, 09 de fevereiro, foi o encerramento da exposição HAITIANDO, que aconteceu no espaço da Biblioteca Nadir Kfoury (PUC/SP).
Dezenas de pessoas estiveram presentes para conferir a arte, a culinária, a cultura e os desafios presentes e futuros da nação hatiana.

Lucia Skromov coordenou as atividades finais da exposição e que contou com a emocionante participação da atriz Beatriz Tragtenberg. Ao final, foram servidas iguarias da maravilhosa culinária haitiana.
Parabéns para todos os que participaram da luminar experiência de comunicar o mundo do Haiti!

Somos Haiti!
Ângelo Cavalcante

Pelo pensador... Angeli


domingo, 8 de abril de 2007

São Paulo existe!

(Esquina da Rua Turiassu com a Rua Cardoso de Almeida, Perdizes, São Paulo/SP)

sábado, 7 de abril de 2007

Arizmendiarrieta



Padre José Maria Arizmendiarrieta - Funda em 1943 uma escola profissional que virá a ser o germe do atual movimento cooperativista em Mondragón (País Basco).

Em 1959 cria a Casa Laboral Popular como resposta a falta de assistência técnica aos empreendedores que não dispunham de apoio para seus projetos. Em 1996 nasce a primeira universidade privada em regime cooperativa da Espanha, ligada a Mondragón Cooperativa. O Grupo Mondragón é o primeiro no âmbito industrial dentro do País Basco e tem sido pioneiro em um movimento cooperativo que é objeto de estudo em todo o mundo.

Consideração

"(...) Sou outro quando sou,
Os atos meus são mais meus se são também de todos
Para que eu possa ser, hei de ser do outro
Sair de mim, buscar-me entre os outros
Os outros que não são se eu não existo
Os outros que me dão plena existência
Não sou, não há eu, sempre somos nós".
(Octávio Paz)


Em uma posição diametralmente oposta a determinadas abordagens, não acho razoável compreender a autogestão como essa categoria política que, quase de forma totalitária, visa anular o diverso, uniformizar, a todo e qualquer custo, as imensas nuanças que marcam o mundo do trabalho.
O princípio clássico "sem patrão e sem empregado", compreensão axial e que historicamente marca o debate em torno da autogestão, não pode ser confundido, tampouco entendido como desordenamento, caos ou espontaneísmo de classe.
Penso que o princípio seja exatamente o contrário.
Deve-se partir da compreensão de que são as diversidades polifacetadas que marcam as relações. São as multiplicidades de formas, significações e símbolos que, por fim, caracterizam e mediatizam as relações dos e entre os homens.
Em outros termos ou dialoga-se com o plural que, inexoravelmente, marca a existência, buscando, desta forma, a construção de consensos e unidades, ou o não-reconhecimento dessa dimensão sinaliza para o próprio esvaziamento e redução da autogestão.

Não acho pertinente sinonimizar AUTOGESTÃO e UNIFORMIZAÇÃO. Pelo simples fato de não ser possível, pelo menos no instante histórico em que se encontra a classe trabalhadora, a idéia da una-forma. Compreendo esta una-forma como ideal, como porvir, como objetivo a ser alcançado.
Prefiro a idéia da construção de unidades. E como estratégia, tendo-se em vista as imensas fragmentações da classe do trabalho, propõe-se unidades de ação para, em seguida, e em conformidade com o protagonismo e desempenho histórico dos trabalhadores, a efetivação de unidades orgânicas.

Abraço do Ângelo Cavalcante

terça-feira, 3 de abril de 2007

Haitiando...



Sugiro visitarem a exposição "HAITIANDO" que está ocorrendo na Biblioteca Nadir Kfoury da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Dica de Leitura!

Muito interessante é a dissertação de mestrado "O Encontro da Política com o Trabalho: História e Repercussões de Autogestão das Cooperadas da UNIVENS" de Cris Fernández Andrada do Programa de Psicologia Social da USP.
A pesquisadora investigou a Cooperativa de Costureiras gaúchas, UNIVENS (Unidas Venceremos).
Analisou com profundidade e propriedade os processos e interações que permitiram o surgimento desta cooperativa, bem como as incidências e repercussões psicossociais na vida das trabalhadoras.


Para maiores informações:
Cris Fernandes: andrada@usp.br ou no site: http://www.teses.usp.br/

A dor da Colômbia - Botero



"Que homem? O que me diz o tempo sobre este homem de partes esparsas, de atos e espaços dilacerados? Que homem é esse que faz o tempo ser menor do que o cotidiano? Estranho esse ser que doma o tempo! E não é que esse mesmo homem conseguiu, de verdade, matar o tempo!"

Ângelo Cavalcante